A imunohistoquímica é um método de diagnóstico complementar que utiliza anticorpos como reagentes de grande especificidade para a detecção de antígenos que marcam estruturas teciduais e celulares. O exame imunohistoquímico tem revolucionado a prática da anatomia patológica e, além do auxílio ao diagnóstico de diferentes tumores, a técnica tem permitido a identificação de diferentes tipos de marcadores (enzimas, receptores e produtos de genes), que estão relacionados ao comportamento biológicos das neoplasias.

De forma geral o emprego de técnicas imunohistoquímicas visa:

  • Detecção de receptores de secreção hormonal importantes na monitoração da evolução e da terapêutica.
  • Detecção de marcadores de células neoplásicas: importante elemento adjuvante no diagnóstico e no conseqüente tratamento adequado das neoplasias indiferenciadas em que a morfologia isolada não consegue caracterizar com segurança a origem das células que proliferam.
  • Detecção de fatores de proliferação celular, de angiogênese tumoral, oncogens e proteínas associadas. Expressiva ajuda em casos em que se tem necessidade de se definir a melhor forma de conduta a ser adotada.

A aplicação da imunohistoquímica para receptores hormonais no câncer de mama é um grande avanço no arsenal terapêutico desta neoplasia. A identificação destes receptores (Estrógeno e Progesterona) tem ótima correlação com a adequada resposta à terapêutica antineoplásica hormonal e quimioterápica. O exame imunohistoquímico é considerado como um padrão para a avaliação da resposta à terapia oncológica no câncer de mama. Geralmente a descrição de uma reação imunohistoquímica com positividade dos receptores hormonais nas células neoplásicas representa uma melhor resposta à terapêutica hormonal e química. Nestes casos, há boa correlação com outros fatores de marcação prognóstica, tais como, fatores de angiogênese tumoral e fatores de proliferação celular.